BIDZEBRO

Técnica: colagem digital
Dimensões variáveis
Autor: Yacunã Tuxá, 2024
Bidzebro em D’zubukuá, língua do Povo Tuxá, quer dizer cara, rosto, face. Esta obra que aqui compartilho parte de um estudo em argila cerâmica que compõe a obra em exposição no Museu de arte do Rio de Janeiro - MAM Rio intitulada HITIKOKLI DZUKA MO LIEDSE BEKU (Plantei meu coração na mata branca).
Esta fotocolagem digital mescla a imagem desse trabalho em argila com uma foto que fiz anos atrás, ainda adolescente, no território sagrado do meu povo, a aldeia avó D’zorobabé, atualmente em retomada.
Esta arte é uma mensagem da memória, um documento da nossa presença, do nosso sagrado e da resistência do meu povo, e de tantos povos indígenas, no sertão, na caatinga e no espelho d’água do Rio São Francisco.
Trata-se de uma imagem retomada, que reivindica a máxima: demarcação já!

Bidzebro in D’zubukuá, language of the Tuxá People, means face. This work that I share with you here is part of a clay study that makes up the work on display at the Rio de Janeiro Art Museum - MAM Rio entitled HITIKOKLI DZUKA MO LIEDSE BEKU (I planted my heart in the white forest). 
 This digital photocollage combines the image of this work in clay with a photo I took years ago, as a teenager, in the sacred territory of my people, the grandmother D’zorobabé village, currently being reclaimed. 
 This art is a message of memory, a document of our presence, of our sacredness and of the resistance of my people, and of so many indigenous peoples, in the backlands, in the caatinga and in the water mirror of the São Francisco River. 
 This is a renewed image, which claims the maxim: demarcation now!
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